sábado, 3 de dezembro de 2011
CODEC-SE: Carta Aberta ao Poder Público de Sergipe
CODEC-SE: Carta Aberta ao Poder Público de Sergipe: Aracaju, 02 de dezembro de 2011. Carta Pública da Comissão em Defesa da Cultura Sergipana (CODEC-SE) Aos excelentíssimos: ...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
CCj aprova diploma para jornalista
De Leila Suwwan, de O Globo:
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição PEC 386/2009 que exige o diploma de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.
De acordo com o relator, deputado Maurício Rands (PT-PE) a proposta é admissível em termos constitucionais porque não interfere nas cláusulas invioláveis da Carta.
"Concordo com os autores das propostas em exame que não vislumbram na obrigatoriedade de diploma de jornalista ofensa aos princípios constitucionais", diz o relatório.
A proposta de alteração à Constituição, segundo o deputado, não revoga o direito dos jornalistas que já obtiveram registro profissional, em caráter liminar, referente à ação civil pública que tratou do assunto e cujo mérito foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Publicado originalmente no Blog do Noblat, 11 de novembro de 2009
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição PEC 386/2009 que exige o diploma de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.
De acordo com o relator, deputado Maurício Rands (PT-PE) a proposta é admissível em termos constitucionais porque não interfere nas cláusulas invioláveis da Carta.
"Concordo com os autores das propostas em exame que não vislumbram na obrigatoriedade de diploma de jornalista ofensa aos princípios constitucionais", diz o relatório.
A proposta de alteração à Constituição, segundo o deputado, não revoga o direito dos jornalistas que já obtiveram registro profissional, em caráter liminar, referente à ação civil pública que tratou do assunto e cujo mérito foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Publicado originalmente no Blog do Noblat, 11 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Madrugada - Clarín denuncia bloqueio à distribuição do jornal
Argentina, madrugada 08 de novembro de 2009
De acordo com a nota, militantes kirchneristas interceptaram as gráficas onde se imprimem os jornais argentinos Clarín e La Nación por horas. Antes disso, três distribuidoras foram cercadas com o intuito de que os jornais não chegassem a seus destinatários. Ainda de acordo com Clarín, a polícia não reagiu à inteceptação dos manifestantes.
Leia a matéria e veja outras imagens
De acordo com a nota, militantes kirchneristas interceptaram as gráficas onde se imprimem os jornais argentinos Clarín e La Nación por horas. Antes disso, três distribuidoras foram cercadas com o intuito de que os jornais não chegassem a seus destinatários. Ainda de acordo com Clarín, a polícia não reagiu à inteceptação dos manifestantes.Em acontecimentos recentes, a redação e casas de diregentes do jornais foram vasculhadas. De acordo com a imprensa argentina, o governo de Cristina Kirchner é responsável e tem interesse de prejudicar a imprensa independente do país.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O Sequestro da Informação - por Clóvis Rossi
Milagros Pérez Oliva, a defensora do leitor, como "El País" (Espanha) prefere chamar sua ombudsman, tratou domingo de um tema que me parece perfeitamente aplicável ao Brasil, razão pela qual compartilho seus pontos principais com o leitor.
O título já diz bastante: é "Retranca informativa".
O que é a retranca? "A necessidade de gerenciar a visibilidade pública levou todo tipo de instituições, empresas e atores sociais a criar ou contratar assessorias de imprensa. Surgiu, assim, um grande aparato de comunicações, externo aos meios [de comunicação], cujo único objetivo é influir e, se puder, condicionar os conteúdos informativos".
Mais: "Esse aparato de influência cresceu nos últimos anos de tal forma que já há, por exemplo, muito mais jornalistas trabalhando em empresas, organismos, bancos e instituições econômicas do que jornalistas encarregados de informar sobre economia nos meios de comunicação".
Bingo. O conceito sobre o aparato se aplica não apenas ao Brasil mas a todo o mundo democrático ou seja aquele em que o fluxo de informações é livre. Não tenho meios de conferir se a quantificação (mais jornalistas nas assessorias de imprensa do que na imprensa propriamente dita) vale para o Brasil, mas minha sensação puramente empírica diz que sim.
Milagros olha o fenômeno menos do ponto de vista dos jornalistas e mais do ponto de vista do interesse público. Explica: "Estamos diante de um novo cenário em que o controle da visibilidade pública se exerce modulando o acesso às fontes informadas, sequestrando informação de interesse público e tratando de canalizar como informação o que é apenas propaganda".
Volto aqui a uma frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda no comecinho de seu primeiro mandato: dizia Lula que notícia é aquilo que "a gente" [o governo] quer esconder; o resto é propaganda.
Milagros não está, portanto, dizendo barbaridade alguma. Está constatando o que alguém do outro lado do balcão, caso de Lula, já havia percebido anos atrás.
A constatação de Lula não impede que ele próprio continue tentando vender propaganda como informação, como o fez na semana passada durante evento com catadores de papel. Nele, o presidente deu aula de jornalismo, "mandando" os repórteres entrevistar os catadores, em vez de cumprir a pauta que haviam recebido de seus editores.
A ideia do presidente seria até interessante se não houvesse uma confusão interessada de pautas: ouvir os catadores presentes ao ato seria dar voz aos organizados, que sempre estão um degrau acima da massa, em vez de constatar, na rua, longe dos palácios, que vida de catador de papel é uma vida miserável, desumana. Para tanto, nem é preciso ouvi-los; basta vê-los empurrando carrinhos cheios de papelão e material reciclável como se fossem burros de carga do século 21.
Volto agora ao texto da defensora do leitor de "El País": ela diz ainda que "o jornalista já não está em posição de poder exigir a informação, mas é o gabinete de comunicação que está em posição de concedê-la ou negá-la. [...] Os gabinetes têm a chave da informação e estão em condições de canalizá-la em função de critérios de afinidade ou submissão".
Bingo de novo. Anos atrás, alguns dos jornalistas que cobríamos política batizamos um certo tipo de comportamento de "lei senador fulano de tal" (já morreu, pelo que tiro seu nome da "lei", composta de apenas dois artigos):
Artigo 1º - Jornalista se compra com informação ou com dinheiro; artigo 2º - Não dê dinheiro para quem quer informação nem informação para quem quer dinheiro, porque você perde ambos.
Não há, no Brasil (e vejo que na Espanha está ocorrendo o mesmo), a noção de prestação de contas por parte de agentes públicos ou privados. Posto de outra forma: João dos Anzóis Carapuça detém informação não por ser João dos Anzóis Carapuça mas pelo cargo que ocupa - e sua obrigação é a de prestar contas. Mas ele prefere esconder as contas.
Não se trata aqui de salvar a face dos jornalistas. Há jornalistas que se vendem, sim, assim como há os que amaciam a crítica para preservar a fonte.
Nem se trata de condenar linearmente as assessorias de imprensa, algumas das quais prestam bons serviços não apenas a quem lhes paga mas ao público.
O ponto é constatar que mesmo os que tentam escapar ao que Milagros batizou de "sequestro da informação" sentem-se mais e mais cercados por um aparato de esconder notícia e divulgar propaganda.
Publicado originalmente na Folha Online, em 03 de novembro de 2009.
O título já diz bastante: é "Retranca informativa".
O que é a retranca? "A necessidade de gerenciar a visibilidade pública levou todo tipo de instituições, empresas e atores sociais a criar ou contratar assessorias de imprensa. Surgiu, assim, um grande aparato de comunicações, externo aos meios [de comunicação], cujo único objetivo é influir e, se puder, condicionar os conteúdos informativos".
Mais: "Esse aparato de influência cresceu nos últimos anos de tal forma que já há, por exemplo, muito mais jornalistas trabalhando em empresas, organismos, bancos e instituições econômicas do que jornalistas encarregados de informar sobre economia nos meios de comunicação".
Bingo. O conceito sobre o aparato se aplica não apenas ao Brasil mas a todo o mundo democrático ou seja aquele em que o fluxo de informações é livre. Não tenho meios de conferir se a quantificação (mais jornalistas nas assessorias de imprensa do que na imprensa propriamente dita) vale para o Brasil, mas minha sensação puramente empírica diz que sim.
Milagros olha o fenômeno menos do ponto de vista dos jornalistas e mais do ponto de vista do interesse público. Explica: "Estamos diante de um novo cenário em que o controle da visibilidade pública se exerce modulando o acesso às fontes informadas, sequestrando informação de interesse público e tratando de canalizar como informação o que é apenas propaganda".
Volto aqui a uma frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda no comecinho de seu primeiro mandato: dizia Lula que notícia é aquilo que "a gente" [o governo] quer esconder; o resto é propaganda.
Milagros não está, portanto, dizendo barbaridade alguma. Está constatando o que alguém do outro lado do balcão, caso de Lula, já havia percebido anos atrás.
A constatação de Lula não impede que ele próprio continue tentando vender propaganda como informação, como o fez na semana passada durante evento com catadores de papel. Nele, o presidente deu aula de jornalismo, "mandando" os repórteres entrevistar os catadores, em vez de cumprir a pauta que haviam recebido de seus editores.
A ideia do presidente seria até interessante se não houvesse uma confusão interessada de pautas: ouvir os catadores presentes ao ato seria dar voz aos organizados, que sempre estão um degrau acima da massa, em vez de constatar, na rua, longe dos palácios, que vida de catador de papel é uma vida miserável, desumana. Para tanto, nem é preciso ouvi-los; basta vê-los empurrando carrinhos cheios de papelão e material reciclável como se fossem burros de carga do século 21.
Volto agora ao texto da defensora do leitor de "El País": ela diz ainda que "o jornalista já não está em posição de poder exigir a informação, mas é o gabinete de comunicação que está em posição de concedê-la ou negá-la. [...] Os gabinetes têm a chave da informação e estão em condições de canalizá-la em função de critérios de afinidade ou submissão".
Bingo de novo. Anos atrás, alguns dos jornalistas que cobríamos política batizamos um certo tipo de comportamento de "lei senador fulano de tal" (já morreu, pelo que tiro seu nome da "lei", composta de apenas dois artigos):
Artigo 1º - Jornalista se compra com informação ou com dinheiro; artigo 2º - Não dê dinheiro para quem quer informação nem informação para quem quer dinheiro, porque você perde ambos.
Não há, no Brasil (e vejo que na Espanha está ocorrendo o mesmo), a noção de prestação de contas por parte de agentes públicos ou privados. Posto de outra forma: João dos Anzóis Carapuça detém informação não por ser João dos Anzóis Carapuça mas pelo cargo que ocupa - e sua obrigação é a de prestar contas. Mas ele prefere esconder as contas.
Não se trata aqui de salvar a face dos jornalistas. Há jornalistas que se vendem, sim, assim como há os que amaciam a crítica para preservar a fonte.
Nem se trata de condenar linearmente as assessorias de imprensa, algumas das quais prestam bons serviços não apenas a quem lhes paga mas ao público.
O ponto é constatar que mesmo os que tentam escapar ao que Milagros batizou de "sequestro da informação" sentem-se mais e mais cercados por um aparato de esconder notícia e divulgar propaganda.
Publicado originalmente na Folha Online, em 03 de novembro de 2009.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Carta de José Junior - Coordenador do Afroreggae
A carta que eu nunca queria ter escrito
Há 9 anos, Evandro João Silva entrou no AfroReggae como professor de informática.
Há 7 anos, ele virou coordenador do núcleo de Parada de Lucas().
Há 4 anos, Evandro criou uma oficina de música clássica em Parada de Lucas.
Há 8 meses, iniciou um projeto social no sistema prisional carioca.
Há 7 meses, discutimos dezenas de novos projetos.
Há 13 dias, Evandro me deu um abraço e me disse até amanhã.
Há 12, virou um mártir.
Desde então, nosso único alento é que mártir não morre. Vira inspiração, transforma indignação em força.
Força para que continuemos a nossa guerra.
Uma guerra da qual ele, orgulhosa e intensamente, fazia parte.
Uma guerra em que lutaremos sempre.
Mas sempre torcendo para que um dia ela acabe.
José Junior
Há 9 anos, Evandro João Silva entrou no AfroReggae como professor de informática.
Há 7 anos, ele virou coordenador do núcleo de Parada de Lucas().
Há 4 anos, Evandro criou uma oficina de música clássica em Parada de Lucas.
Há 8 meses, iniciou um projeto social no sistema prisional carioca.
Há 7 meses, discutimos dezenas de novos projetos.
Há 13 dias, Evandro me deu um abraço e me disse até amanhã.
Há 12, virou um mártir.
Desde então, nosso único alento é que mártir não morre. Vira inspiração, transforma indignação em força.
Força para que continuemos a nossa guerra.
Uma guerra da qual ele, orgulhosa e intensamente, fazia parte.
Uma guerra em que lutaremos sempre.
Mas sempre torcendo para que um dia ela acabe.
José Junior
sábado, 24 de outubro de 2009
Is this your luggage?
Um curioso hobby. Um homem guarda bagagens perdidas e, por meio de um site, se dispõe a manter contato com pessoas que perderam suas malas para poder devolve-las.
Depois que expira o tempo que as companhias aéreas devem guarda-las, elas procedem um leilão e enviam o dinheiro proveniente para caridade. Este homem comparece ao leilão e compra as bagagens!
Ve lá se uma delas não é a sua!
Depois que expira o tempo que as companhias aéreas devem guarda-las, elas procedem um leilão e enviam o dinheiro proveniente para caridade. Este homem comparece ao leilão e compra as bagagens!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A propósito: Como funciona a banda larga via cabos de eletricidade
Bom mesmo seria se a CEMIG oferecesse o serviço assim: pela tomada!
"Com a Internet banda larga via cabso de eletricidade, ou BPL (broadband over power lines), você liga seu computador em qualquer tomada da sua casa e na mesma hora tem acesso à Internet de alta velocidade. Combinando os princípios tecnológicos de rádio, redes sem fio e modems, os desenvolvedores criaram uma maneira de enviar dados por linhas de energia a velocidades que variam de 500 kilobits a 3 megabits por segundo (equivalente a DSL e ao cabo).
O BPL já está sendo testado em várias cidades nos Estados Unidos e no Reino Unido. Neste artigo mostraremos este novo serviço, como ele é possível, e o que pode acarretar para os eletrodomésticos comuns. Também falaremos da controvérsia que cerca o BPL."
Entenda passo a passo em: http://migre.me/s/7Axv
"Com a Internet banda larga via cabso de eletricidade, ou BPL (broadband over power lines), você liga seu computador em qualquer tomada da sua casa e na mesma hora tem acesso à Internet de alta velocidade. Combinando os princípios tecnológicos de rádio, redes sem fio e modems, os desenvolvedores criaram uma maneira de enviar dados por linhas de energia a velocidades que variam de 500 kilobits a 3 megabits por segundo (equivalente a DSL e ao cabo).
O BPL já está sendo testado em várias cidades nos Estados Unidos e no Reino Unido. Neste artigo mostraremos este novo serviço, como ele é possível, e o que pode acarretar para os eletrodomésticos comuns. Também falaremos da controvérsia que cerca o BPL."
Entenda passo a passo em: http://migre.me/s/7Axv
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Permissão para Cemig explorar internet é aprovada em 1o turno
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
MOÇÃO DE REPÚDIO A JORNAL ESTADO DE MINAS
Repudiamos a prática tendenciosa do Jornal Estado de Minas, realizada no dia 23 de setembro de 2009, ao estampar em sua capa uma imagem do conflito ocorrido entre policiais e manifestantes nos arredores da Embaixada Brasileira de Tegucigalpa (capital hondurenha) juntamente a uma fotografia de Manuel Zelaya, presidente deposto, dormindo com seu tradicional chapéu por cima da face. Junto às imagens foi posta a seguinte frase "Enquanto Honduras pega fogo...”
Numa postura claramente antiética, o jornal dá a entender que as fotos são simultâneas, condicionando o leitor a crer que, enquanto toda a confusão ocorria nos arredores do prédio da embaixada, Zelaya tranquilamente dormia próximo a uma janela, durante o dia.
Somos contrários a atitude do Jornal Estado de Minas, que mancha não só a imagem de Minas Gerais, mas de todo o Brasil perante a comunidade internacional. Jornalismo não deve ser feito de forma tendenciosa; o jornalismo ancora-se nos fatos, na pluralidade de vozes, no respeito à ética e aos leitores. Conclamamos o Jornal Estado de Minas a prestar contas a seus leitores e à sociedade por tão vil ato de desrespeito ao direito humano à comunicação e à informação.
Para assinar, copie esse texto e envie assinado para pro.confecom.mg@gmail.com.
Até o momento assinam a Moção:
Associação Cultural Marcus Garvey
Associação dos Jornalistas do Serviço Público - Ajosp
Centro pela Mobilização Nacional em Minas Gerais
Grupo COEXISTA e Ponto de Cultura Imagem & Ação
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
Libertos Comunicação
Sind-UTE/MG
SINDICATO DOS AGENTES DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDETIPOL
Alexandre Nativa
Eliane Faccion - jornalista e publisher
Heitor Reis (militante da Abraço-FNDC, palestrante e articulista da Fenai - Federação Nacional das Associações de Imprensa)
Kerison Lopes - Secretário de comunicação do PcdoB-MG
Lucas Morais (militante da Esquerda Marxista)
Pedro Pena
Rogério A. Baracho - HIPHOPGERAIS INTERCÂMBIO
Aline Braga Farias Conceição - Jornalista
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Charge do The Economist sobre o regulamento do Pré-sal
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Prefeitos repudiam declarações de João Alves Filho
Publicado em 26 de agosto no blog do governo de Sergipe
A Associação dos Municípios do Baixo e do Vale do São Francisco e a Associação dos Municípios da Região Centro-Sul divulgou à imprensa uma nota de repúdio às recentes declarações do ex-governador João Alves Filho.
O político, durante um discurso, havia aconselhado os prefeitos municipais a ‘mamar nas tetas do Governo’ para, depois, serem recebidos pelo mesmo quando este voltasse ao poder.
Confira a nota na íntegra:
“A Associação dos Municípios do Baixo e do Vale do São Francisco e a Associação dos Municípios da Região Centro-Sul de Sergipe vêm, através deste, repudiar, de forma veemente, as declarações do ex-governador João Alves Filho (DEM), que generalizou e difamou todos os prefeitos sergipanos, ao aconselhá-los a “mamarem no atual governo tudo o que puderem, para depois retornarem com o apoio aos democratas”.
Tal declaração em nada contribui com a administração pública. Pelo contrário, agride os gestores municipais que têm um papel relevante em seus municípios, assumindo a responsabilidade pela coordenação de políticas públicas voltadas à coletividade.
Desde que assumiu o governo, em janeiro de 2007, Marcelo Déda tem tido um relacionamento respeitoso e, acima de tudo, administrativo com todos os prefeitos, independente de partidos ou ideologias políticas. E essa relação tem sido recíproca. Os prefeitos, sempre que estão com o governador, aproveitam para pedir em nome dos seus municípios, reivindicar obras e ações que tragam melhorias e mais qualidade de vida para o seu povo.
Ao contrário do que afirma o ex-governador João Alves Filho, os gestores municipais não são mamateiros e nem traidores. Primeiro porque não é essa a filosofia do atual Governo de Sergipe, e segundo, porque sabemos da importância do nosso papel na administração pública, não utilizando o cargo como barganha política em troca de favores pessoais, como se a população fosse moeda eleitoral para ser negociada durante a campanha. Talvez sim, seja essa ainda a forma do ex-governador tratar aliados e gestores municipais, algo que denigre a ética política e a moralidade na vida pública.
Os prefeitos, como qualquer eleitor brasileiro, têm o direito de manifestar sua posição política e escolher seus candidatos, mas ao contrário do que pensa o ex-governador, as decisões políticas são tomadas respeitando, antes de tudo, os eleitores, suas bases partidárias e o projeto de governo dos candidatos, primando pelas políticas voltadas aos seus municípios e à sua região.
Esperamos que o ex-governador João Alves Filho reveja sua opinião em relação aos prefeitos sergipanos e retrate-se por suas palavras ofensivas. Tais afirmações generalizam os gestores públicos e servem apenas para denegrir a classe política perante a opinião pública. Toda relação política e administrativa deve ser pautada pelo respeito mútuo, algo que ainda nutrimos pelo ex-governador, em virtude, até mesmo, da sua extensa vida pública e idade avançada. No entanto, também esperamos que haja a mesma reciprocidade, algo que não está existindo por parte do ex-governador.
RICARDO JOSÉ RORIZ SILVA CRUZ
Presidente da AMBEVSF
ANTÔNIO DA FONSECA DÓREA
Presidente da AMURCES”
A Associação dos Municípios do Baixo e do Vale do São Francisco e a Associação dos Municípios da Região Centro-Sul divulgou à imprensa uma nota de repúdio às recentes declarações do ex-governador João Alves Filho.
O político, durante um discurso, havia aconselhado os prefeitos municipais a ‘mamar nas tetas do Governo’ para, depois, serem recebidos pelo mesmo quando este voltasse ao poder.
Confira a nota na íntegra:
“A Associação dos Municípios do Baixo e do Vale do São Francisco e a Associação dos Municípios da Região Centro-Sul de Sergipe vêm, através deste, repudiar, de forma veemente, as declarações do ex-governador João Alves Filho (DEM), que generalizou e difamou todos os prefeitos sergipanos, ao aconselhá-los a “mamarem no atual governo tudo o que puderem, para depois retornarem com o apoio aos democratas”.
Tal declaração em nada contribui com a administração pública. Pelo contrário, agride os gestores municipais que têm um papel relevante em seus municípios, assumindo a responsabilidade pela coordenação de políticas públicas voltadas à coletividade.
Desde que assumiu o governo, em janeiro de 2007, Marcelo Déda tem tido um relacionamento respeitoso e, acima de tudo, administrativo com todos os prefeitos, independente de partidos ou ideologias políticas. E essa relação tem sido recíproca. Os prefeitos, sempre que estão com o governador, aproveitam para pedir em nome dos seus municípios, reivindicar obras e ações que tragam melhorias e mais qualidade de vida para o seu povo.
Ao contrário do que afirma o ex-governador João Alves Filho, os gestores municipais não são mamateiros e nem traidores. Primeiro porque não é essa a filosofia do atual Governo de Sergipe, e segundo, porque sabemos da importância do nosso papel na administração pública, não utilizando o cargo como barganha política em troca de favores pessoais, como se a população fosse moeda eleitoral para ser negociada durante a campanha. Talvez sim, seja essa ainda a forma do ex-governador tratar aliados e gestores municipais, algo que denigre a ética política e a moralidade na vida pública.
Os prefeitos, como qualquer eleitor brasileiro, têm o direito de manifestar sua posição política e escolher seus candidatos, mas ao contrário do que pensa o ex-governador, as decisões políticas são tomadas respeitando, antes de tudo, os eleitores, suas bases partidárias e o projeto de governo dos candidatos, primando pelas políticas voltadas aos seus municípios e à sua região.
Esperamos que o ex-governador João Alves Filho reveja sua opinião em relação aos prefeitos sergipanos e retrate-se por suas palavras ofensivas. Tais afirmações generalizam os gestores públicos e servem apenas para denegrir a classe política perante a opinião pública. Toda relação política e administrativa deve ser pautada pelo respeito mútuo, algo que ainda nutrimos pelo ex-governador, em virtude, até mesmo, da sua extensa vida pública e idade avançada. No entanto, também esperamos que haja a mesma reciprocidade, algo que não está existindo por parte do ex-governador.
RICARDO JOSÉ RORIZ SILVA CRUZ
Presidente da AMBEVSF
ANTÔNIO DA FONSECA DÓREA
Presidente da AMURCES”
terça-feira, 23 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Cai exigência do diploma de jornalismo
Publicada em 17 de junho de 2009 em Comunique-se
Por Sérgio Matsuura e Izabela Vasconcelos
O diploma para o exercício da profissão de jornalista já não é mais uma obrigatoriedade no Brasil. Por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal considerou incompatível com a Constituição a exigência da graduação em jornalismo para o exercício da profissão, em votação do Recurso Extraordinário 511961, nesta quarta-feira (17/06).
Os ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello votaram contra a exigência. Apenas Marco Aurélio Mello votou a favor da obrigatoriedade do diploma.
No início da sessão plenária, as teses se dividiram entre a posição defendida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal (MPF), contra a obrigatoriedade do diploma, e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), com o apoio da Advocacia Geral da União, sustentando a exigência.
Gilmar Mendes, relator do recurso, defendeu a autorregulação da imprensa. “São os próprios meios de comunicação que devem definir os seus controles”, afirmou.
Mesmo sem a exigência de diploma, os cursos de jornalismo devem continuar existindo, argumentou Mendes. “É inegável que a frequência a um curso superior pode dar uma formação sólida para o exercício cotidiano do jornalismo. Isso afasta a hipótese de que os cursos de jornalismo serão desnecessários”, avaliou.
Por Sérgio Matsuura e Izabela Vasconcelos
O diploma para o exercício da profissão de jornalista já não é mais uma obrigatoriedade no Brasil. Por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal considerou incompatível com a Constituição a exigência da graduação em jornalismo para o exercício da profissão, em votação do Recurso Extraordinário 511961, nesta quarta-feira (17/06).
Os ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello votaram contra a exigência. Apenas Marco Aurélio Mello votou a favor da obrigatoriedade do diploma.
No início da sessão plenária, as teses se dividiram entre a posição defendida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal (MPF), contra a obrigatoriedade do diploma, e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), com o apoio da Advocacia Geral da União, sustentando a exigência.
Gilmar Mendes, relator do recurso, defendeu a autorregulação da imprensa. “São os próprios meios de comunicação que devem definir os seus controles”, afirmou.
Mesmo sem a exigência de diploma, os cursos de jornalismo devem continuar existindo, argumentou Mendes. “É inegável que a frequência a um curso superior pode dar uma formação sólida para o exercício cotidiano do jornalismo. Isso afasta a hipótese de que os cursos de jornalismo serão desnecessários”, avaliou.
sábado, 13 de junho de 2009
Supremo marca julgamento do diploma para o dia 17/06
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro
O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima quarta-feira (17/06) o julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. É a terceira vez que o processo é incluído na pauta.
Em duas oportunidades o julgamento foi adiado por falta de tempo. É possível que isso volte a acontecer, já que o recurso é o quinto tema da pauta. Nesta quarta-feira (10/06), o alongamento na análise dos casos Goldman e Mensalão foi o motivo do adiamento.
"Aquilo virou uma novela. Cada adiamento é um grande investimento que a Fenaj e os sindicatos fazem. Nossos advogados não moram em Brasília, os sindicatos bancam delegações, os estudantes bancam as passagens. Acho uma desconsideração", afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.
Porém, apesar dos altos custos, Murillo confirma que nova manifestação será realizada na próxima semana.
"Nós vamos estar lá de novo. Embora não tenhamos recursos, somos teimosos. Mais que teimosos, acreditamos que a nossa causa é justa", diz.
Fonte: Comunique-se
O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima quarta-feira (17/06) o julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. É a terceira vez que o processo é incluído na pauta.
Em duas oportunidades o julgamento foi adiado por falta de tempo. É possível que isso volte a acontecer, já que o recurso é o quinto tema da pauta. Nesta quarta-feira (10/06), o alongamento na análise dos casos Goldman e Mensalão foi o motivo do adiamento.
"Aquilo virou uma novela. Cada adiamento é um grande investimento que a Fenaj e os sindicatos fazem. Nossos advogados não moram em Brasília, os sindicatos bancam delegações, os estudantes bancam as passagens. Acho uma desconsideração", afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.
Porém, apesar dos altos custos, Murillo confirma que nova manifestação será realizada na próxima semana.
"Nós vamos estar lá de novo. Embora não tenhamos recursos, somos teimosos. Mais que teimosos, acreditamos que a nossa causa é justa", diz.
Fonte: Comunique-se
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Caranguejo na Serra

Existem outros caranguejos espalhados por serras, litorais, interiores, megalópoles contando a história do cacique.
Revolucionário da rádio pública
Com uma lógica de programação ampla, que reflita a sociedade, Patrick Torquato - ou DJ Patrick Tor4 - criou sua marca; ele vai falar sobre o papel das emissoras no Porto Musical
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/06/08/viver1_0.asp#
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Leituras desnaturadas II
Só leio quando tenho tempo. Mas não é porque não dá tempo de ler, sempre dá. A questão é que geralmente quando estou sem tempo não leio porque essa atividade só combina comigo quando prevejo vários e vários dias com algo de tempo ocioso. Se, por exemplo, tenho o dia livre hoje, mas sei que amanhã nem depois o terei, não leio. Porque, veja bem, em um dia só dá pra ler um livro de 100 páginas - quando você está "naquele" ritmo. Esses outros livros que você se envereda se lidos "naquele ritmo", aí te tomam uns cinco dias. Então, não. Sempre me recuso a começar a ler um autor que gosto muito para depois não continuar.
Aí nesses dias de ócio isolado leio um livro digamos de poesia menor. Que se não acabados não trarão prejuízos. Agora, toda essa explicação não quer dizer que não deixo livros semilidos por aí. O mais semilido de todos na minha prateleira é Ontologia da Realidade de Humberto Maturana. Não sei ler esse livro. Preciso de mais decepções, risadas de criança e dias de encontros inesquecíveis para poder entendê-lo. Lembro que já tive uma relação assim com um outro livro, mas no final li e consegui me desapegar. É desapegar, porque, veja bem, depois da sétima cortina da minha mamória - mesmo que lá no fundo - durmo e levanto com essa ontologia, trabalhando meu cerébro e minhas associações intelectuais para a leitura. Um dia.
Toda essa relação com livros, aqui descrita de maneira enfadonha, tem a ver com aquela visão tão clara de mim, sozinha em casa, por volta dos 7 oito anos, entrando no quarto de estudo - como a gente chamava o que as pessoas chamam de escritório - e vendo do lado direito no inicio da prateleira, Morangos Morfados. Que na verdade sempre ficou na minha memória associado a Morangos verdes fritos... Porque os dois são muito pesados. Mas sendo sincera eu nunca li esse livro. Porque não se pode dizer que uma criança de 7 oito anos tenha entendido uma vírgula dali. A verdade é que passam de 50 cem as vezes que abri Morangos Morfados, folheie, li alguns trechos e tornei a colocar na estante. Tanto parece que li que não tenho curiosidade nenhuma de buscá-lo hoje em dia.
Essas visões de mim no quarto de estudo são muitas. Momentos sempre meus sozinha em casa e, sim, quem falava comigo eram os livros. Eram as vozes que eu escutava - obviamente, além daquelas dos personagens que moravam no meu apartamento, cada um em um quarto, como numa vila, onde eu era super popular. Fora essas vozes, quem falava comigo eram os personagens de todas e qualquer página que minha mãe tivesse colocado naquelas prateleiras. É por isso que hoje não vejo problema nenhum em não gostar do jeito de escrever de um autor ou do próprio enrendo. Não descarto o livro por causa disso, posso até dar um tempo. Ler sobre ele em outro lugar. Ficar lendo páginas alternadas. Tentar entender pelo menos que desgraça sucede ao coitado que não atrai. Entender sua existência mais ou menos. E também o faço quando é estupendo. Essa coisa fora de mim que me causou Macabéa ou Cronica de uma morte anunciada. Quero saber como aquelas páginas existem daquele jeito que brilha e isso é muito além do terminar de ler um livro. Fechar e não tirá-lo da mente por muito tempo. Entendo que é mesmo assim que fazemos com as pessoas.
Aí nesses dias de ócio isolado leio um livro digamos de poesia menor. Que se não acabados não trarão prejuízos. Agora, toda essa explicação não quer dizer que não deixo livros semilidos por aí. O mais semilido de todos na minha prateleira é Ontologia da Realidade de Humberto Maturana. Não sei ler esse livro. Preciso de mais decepções, risadas de criança e dias de encontros inesquecíveis para poder entendê-lo. Lembro que já tive uma relação assim com um outro livro, mas no final li e consegui me desapegar. É desapegar, porque, veja bem, depois da sétima cortina da minha mamória - mesmo que lá no fundo - durmo e levanto com essa ontologia, trabalhando meu cerébro e minhas associações intelectuais para a leitura. Um dia.
Toda essa relação com livros, aqui descrita de maneira enfadonha, tem a ver com aquela visão tão clara de mim, sozinha em casa, por volta dos 7 oito anos, entrando no quarto de estudo - como a gente chamava o que as pessoas chamam de escritório - e vendo do lado direito no inicio da prateleira, Morangos Morfados. Que na verdade sempre ficou na minha memória associado a Morangos verdes fritos... Porque os dois são muito pesados. Mas sendo sincera eu nunca li esse livro. Porque não se pode dizer que uma criança de 7 oito anos tenha entendido uma vírgula dali. A verdade é que passam de 50 cem as vezes que abri Morangos Morfados, folheie, li alguns trechos e tornei a colocar na estante. Tanto parece que li que não tenho curiosidade nenhuma de buscá-lo hoje em dia.
Essas visões de mim no quarto de estudo são muitas. Momentos sempre meus sozinha em casa e, sim, quem falava comigo eram os livros. Eram as vozes que eu escutava - obviamente, além daquelas dos personagens que moravam no meu apartamento, cada um em um quarto, como numa vila, onde eu era super popular. Fora essas vozes, quem falava comigo eram os personagens de todas e qualquer página que minha mãe tivesse colocado naquelas prateleiras. É por isso que hoje não vejo problema nenhum em não gostar do jeito de escrever de um autor ou do próprio enrendo. Não descarto o livro por causa disso, posso até dar um tempo. Ler sobre ele em outro lugar. Ficar lendo páginas alternadas. Tentar entender pelo menos que desgraça sucede ao coitado que não atrai. Entender sua existência mais ou menos. E também o faço quando é estupendo. Essa coisa fora de mim que me causou Macabéa ou Cronica de uma morte anunciada. Quero saber como aquelas páginas existem daquele jeito que brilha e isso é muito além do terminar de ler um livro. Fechar e não tirá-lo da mente por muito tempo. Entendo que é mesmo assim que fazemos com as pessoas.
domingo, 24 de maio de 2009
Forumdoc.BH 2009
Inscrições abertas para o Fórum de Antropologia, Cinema e Vídeo [forumdoc.bh.2009] estão abertas até o dia 14 de agosto. O fórum acontecerá entre os dias 19 a 29 de novembro de 2009, em Belo Horizonte - MG.
A Mostra Competitiva Nacional e Internacional, já em sua 13° edição, se propõe a mapear, exibir e divulgar trabalhos audiovisuais realizados nos últimos dois anos. Os documentários podem ser de longa, média e curta-metragem, em cinema ou vídeo.
As exibições acontecerão no Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, entre outros espaços, e são gratuitas.
Consulte o regulamento em www.filmesdequintal.com.br e inscreva o seu.
A Mostra Competitiva Nacional e Internacional, já em sua 13° edição, se propõe a mapear, exibir e divulgar trabalhos audiovisuais realizados nos últimos dois anos. Os documentários podem ser de longa, média e curta-metragem, em cinema ou vídeo.
As exibições acontecerão no Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, entre outros espaços, e são gratuitas.
Consulte o regulamento em www.filmesdequintal.com.br e inscreva o seu.
domingo, 17 de maio de 2009
A eterna maldição do cacique Serigy
O curta-metragem será lançado dia 20 de maio no Espaço Semear, em Aracaju
Quando conversei em março com Mauro Luciano, jornalista e um dos realizadores, não existia muita esperança de que o curta-metragem sobre a antiga lenda do cacique tivesse boa aceitação. Ele contava que caso não entrasse para "o festival", eles tentariam "passar em lugares isolados como salas de aula e auditório" e concluia, "o que é uma pena pro filme".
Agora, o lançamento está marcado e, no google, digitando hoje a expressão "maldição do cacique serigy", você encontrará duas primeiras páginas com sites que falam sobre o filme.
Mauro Luciano - Spaceboy e ex-Snooze, Alessandro Santana - Cabelo - e Bruno Monteiro colocaram em 14 minutos e 59 segundos todo o pesar da praga do Cacique Serigy. Conta a lenda que o cacique enfurecido por haver sido expulso de suas terras, determinou que nada ali gerado daria bons frutos.
De acordo com o jornalista Mauro Luciano, "o curta segue a linha do cinema marginal - filmes toscos, carnavalescos e críticos". Os personagens são interpretados por não-atores o que ajuda a configurar essa linha. "Acho que com a atuação de Estranho sendo o cacique, Hernany como o homem branco e Andrezza como uma índia chamada Cecília, a branquinha do José de Alencar, tudo fica invertido", completa ele.
Segundo Mauro Luciano, como "em Aracaju ainda não existe uma cultura de produções em audiovisual, excetuando no ramo da publicidade, o filme tem como escape de exibição no festival Curta-se". Além disso, a realização do filme não contou com apoio de nenhum órgão de fomento municipal ou Estadual.
Em Sergipe, a produção audiovisual é limitada se a compararmos com a produção de capitais como Belo Horizonte e São Paulo, que já contam com uma cena formada. Essa cena, em Sergipe, passa por momentos de inspiração coletivos como na década de 80 e torna a esfriar. Atualmente, em termos de estrutura, observamos uma evolução com a criação do Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe - Curta-Se. No entanto, produtores e videomakers ainda encontram muita dificuldade em conseguir verba para suas produções.
O curta A eterna maldição do cacique Serigy não apresenta histórico diferente. A verba do filme gira em torno de R$ 30,00. Obviamente, o produto final somente veio à tona devido a investimentos não-calculáveis como trabalho de equipe e intensa verborragia.
No entanto ele faz uma ressalva, ácida, bem ao estilo do filme:"E mesmo assim essa exibição é incerta, porque esse festival (Curta-Se) 'não gosta' de filmes críticos, ácidos, ironicos". Critica Mauro para ressaltar a tendência do festival de destacar filmes de "grande produção", de acordo com parâmetros sergipanos, claro. E brinca, "ou seja, é um filme maldito".
Ficha Técnica
Dados: Ficção, 14:59 minutos, Colorido, Stereo.
Elenco: Andrezza Poconé, Estranho, Fred Leão e Hernany Donato.
Roteiro e Direção: Alessandro Santana, Bruno Monteiro e Mauro Luciano.
Produção: Bruno Monteiro e Alessandro Santana.
Fotografia: Bruno Monteiro.
Still: Anderson Bruno.
Edição: Alessandro Santana.
Quando conversei em março com Mauro Luciano, jornalista e um dos realizadores, não existia muita esperança de que o curta-metragem sobre a antiga lenda do cacique tivesse boa aceitação. Ele contava que caso não entrasse para "o festival", eles tentariam "passar em lugares isolados como salas de aula e auditório" e concluia, "o que é uma pena pro filme".
Agora, o lançamento está marcado e, no google, digitando hoje a expressão "maldição do cacique serigy", você encontrará duas primeiras páginas com sites que falam sobre o filme.
Mauro Luciano - Spaceboy e ex-Snooze, Alessandro Santana - Cabelo - e Bruno Monteiro colocaram em 14 minutos e 59 segundos todo o pesar da praga do Cacique Serigy. Conta a lenda que o cacique enfurecido por haver sido expulso de suas terras, determinou que nada ali gerado daria bons frutos.
De acordo com o jornalista Mauro Luciano, "o curta segue a linha do cinema marginal - filmes toscos, carnavalescos e críticos". Os personagens são interpretados por não-atores o que ajuda a configurar essa linha. "Acho que com a atuação de Estranho sendo o cacique, Hernany como o homem branco e Andrezza como uma índia chamada Cecília, a branquinha do José de Alencar, tudo fica invertido", completa ele.
Segundo Mauro Luciano, como "em Aracaju ainda não existe uma cultura de produções em audiovisual, excetuando no ramo da publicidade, o filme tem como escape de exibição no festival Curta-se". Além disso, a realização do filme não contou com apoio de nenhum órgão de fomento municipal ou Estadual.
Em Sergipe, a produção audiovisual é limitada se a compararmos com a produção de capitais como Belo Horizonte e São Paulo, que já contam com uma cena formada. Essa cena, em Sergipe, passa por momentos de inspiração coletivos como na década de 80 e torna a esfriar. Atualmente, em termos de estrutura, observamos uma evolução com a criação do Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe - Curta-Se. No entanto, produtores e videomakers ainda encontram muita dificuldade em conseguir verba para suas produções.
O curta A eterna maldição do cacique Serigy não apresenta histórico diferente. A verba do filme gira em torno de R$ 30,00. Obviamente, o produto final somente veio à tona devido a investimentos não-calculáveis como trabalho de equipe e intensa verborragia.
No entanto ele faz uma ressalva, ácida, bem ao estilo do filme:"E mesmo assim essa exibição é incerta, porque esse festival (Curta-Se) 'não gosta' de filmes críticos, ácidos, ironicos". Critica Mauro para ressaltar a tendência do festival de destacar filmes de "grande produção", de acordo com parâmetros sergipanos, claro. E brinca, "ou seja, é um filme maldito".
Ficha Técnica
Dados: Ficção, 14:59 minutos, Colorido, Stereo.
Elenco: Andrezza Poconé, Estranho, Fred Leão e Hernany Donato.
Roteiro e Direção: Alessandro Santana, Bruno Monteiro e Mauro Luciano.
Produção: Bruno Monteiro e Alessandro Santana.
Fotografia: Bruno Monteiro.
Still: Anderson Bruno.
Edição: Alessandro Santana.
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